Mobilidade Urbana: França defende implementação da Tarifa Zero no Distrito Federal e Entorno
Com proposta de integração metropolitana e financiamento sustentável, projeto visa aliviar o bolso do trabalhador e recuperar a demanda do transporte coletivo na capital.
A crise na mobilidade urbana e o encarecimento do transporte público entraram de vez no debate político do Distrito Federal e das cidades que compõem o Entorno. França, candidato a deputado federal, colocou a proposta da Tarifa Zero como um dos pilares centrais de suas diretrizes para a região, sustentando que o transporte público gratuito e integrado é viável economicamente e essencial para devolver o direito de circulação à população.
Perda de passageiros e os desafios da mobilidade
Nos últimos anos, o sistema público de transporte vem enfrentando uma redução expressiva de usuários. Somente no Metrô-DF, registrou-se a perda de aproximadamente 900 mil passageiros em apenas um ano — reflexo direto de superlotação, longos tempos de espera e falta de investimentos, o que acaba forçando muitos cidadãos a buscarem o transporte individual.
Por outro lado, iniciativas pontuais indicam que o custo da passagem é o principal entrave para a adesão ao sistema. Com a implementação do programa Vai de Graça aos domingos no DF, a média diária de passageiros saltou de 271 mil para 461 mil, representando um crescimento de mais de 70%. Além disso, dados de levantamento realizado pelo ObservaDF/UnB revelam que quase 42% das pessoas migrariam do transporte particular para o coletivo caso houvesse gratuidade contínua nos dias úteis.
O impacto econômico e o peso das passagens no Entorno
O impacto financeiro atinge de forma ainda mais severa quem reside nos municípios goianos do Entorno e trabalha na capital federal. Com os reajustes tarifários aplicados em junho de 2026, os valores de passagens intermunicipais chegaram a patamares elevados: R$ 7,65 no trecho de Águas Lindas a Taguatinga; R$ 8,75 entre Novo Gama e Taguatinga; e até R$ 12,15 de Girassol a Brasília.
Para França, o DF e o Entorno precisam ser tratados como uma bacia de mobilidade unificada: “O mapa muda, mas a vida do trabalhador é a mesma. Quem mora no Entorno não pode continuar pagando a conta mais alta nem ser penalizado por atravessar uma divisa”, pontua o candidato.
Viabilidade financeira e debate orçamentário
Diante do questionamento sobre como custear o passe livre, os dados orçamentários do próprio Distrito Federal mostram que a gratuidade não é um modelo distante da realidade. Em 2025, o sistema de transporte coletivo do DF teve um custo total de aproximadamente R$ 3,1 bilhões. Desse montante, 74,3% já foram bancados por meio de subsídios públicos, enquanto apenas 25,7% foram arrecadados diretamente nas catracas pagas pelos passageiros.
A proposta defende que, como quase três quartos do transporte já são financiados pelo Estado, a transição para a gratuidade integral exige planejamento técnico, novas matrizes de financiamento, transparência orçamentária e busca por aportes do governo federal.
Principais pontos da proposta:
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Transição gradual no DF: Retirada progressiva da cobrança de passagens, estruturada em bases sustentáveis.
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Articulação metropolitana: Parceria institucional entre Governo Federal, GDF, Governo de Goiás, municípios vizinhos e ANTT para baratear e integrar o transporte do Entorno.
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Aporte federal: Captação de recursos da União para modernização de frotas de ônibus, ampliação do metrô e melhoria dos terminais rodoviários.
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Fiscalização e transparência: Auditoria rigorosa sobre os contratos de concessão, subsídios repassados e custos operacionais das empresas do setor.
Trajetória
Jornalista e advogado com mais de três décadas de atuação em Brasília, França já atuou como Diretor-Geral do Na Hora, período em que o órgão de atendimento ao cidadão atingiu índice de 94% de aprovação popular. Agora, busca levar a pauta do transporte público e da qualidade de vida metropolitana para a Câmara dos Deputados.
Apoie já o tarifa zero: https://tarifazeroentorno.com.br/
